{"id":498,"date":"2024-06-16T21:21:08","date_gmt":"2024-06-16T21:21:08","guid":{"rendered":"https:\/\/julianabelodiniz.com.br\/blog\/?p=498"},"modified":"2024-06-16T21:21:09","modified_gmt":"2024-06-16T21:21:09","slug":"separar-a-ciencia-da-pseudociencia-nao-e-tao-facil-quanto-parece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/julianabelodiniz.com.br\/blog\/index.php\/2024\/06\/16\/separar-a-ciencia-da-pseudociencia-nao-e-tao-facil-quanto-parece\/","title":{"rendered":"Separar a ci\u00eancia da pseudoci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil quanto parece."},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00f3s, do mundo moderno, adoramos um binarismo. Mente e c\u00e9rebro, cultura e natureza, raz\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o, fato e opini\u00e3o, subjetivo e objetivo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de gostar de dividir em dois, a gente tamb\u00e9m torce para essa divis\u00e3o ser bem demarcada. O bom \u00e9 quando uma coisa \u00e9 s\u00f3 uma coisa e outra coisa \u00e9 s\u00f3 outra coisa, sem nenhum grau de sobreposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que esses nossos muito binarismos s\u00e3o t\u00e3o s\u00f3lidos quanto uma bolha de sab\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o conceitos que a gente construiu para dar uma ordem no mundo, mas o mundo n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed para a nossa necessidade de dividir para entender.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo na linguagem das ci\u00eancias, estamos imersos em binarismos imagin\u00e1rios sem nos darmos conta de que eles foram inventados.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria contraposi\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e pseudoci\u00eancia \u00e9 muito mais fluida do que a gente gosta de assumir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que existe ci\u00eancia e \u00e9 claro que existe pseudoci\u00eancia, mas \u00e9 uma ilus\u00e3o que exista uma fronteira bem evidente entre esses dois. Ou mesmo que a gente tenha uma boa defini\u00e7\u00e3o para ci\u00eancia ou pseudoci\u00eancia que produza uma separa\u00e7\u00e3o t\u00e3o definitiva quanto intranspon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo f\u00e1cil para ilustrar esse ponto \u00e9 a hist\u00f3ria do movimento conhecido como eugenia. Um movimento com bases tidas, por muito tempo e por muitos cientistas conceituados, como cient\u00edficas. At\u00e9 serem finalmente desbancadas como pseudoci\u00eancia&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A eugenia, para quem n\u00e3o sabe, pregava que seria poss\u00edvel \u201cmelhorar\u201d a ra\u00e7a humana controlando a reprodu\u00e7\u00e3o e eliminando os humanos menos \u201captos\u201d. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A eugenia surgiu a partir das ideias de Francis Galton, um cientista que, n\u00e3o por acaso, era primo de Charles Darwin- aquele mesmo da evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. E n\u00e3o \u00e9 espantoso que dois cientistas fossem primos j\u00e1 que, naquela \u00e9poca, n\u00e3o eram muitas as fam\u00edlias que tinham a possibilidade de apoiar as incurs\u00f5es cient\u00edficas de seus membros. E a eugenia deve parte da sua exist\u00eancia a essas rela\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Galton usou a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin para interpretar os resultados de estat\u00edsticas sociais que ele tinha coletado. Comparando ricos e pobres, Galton havia observado que quem nasce pobre, fica mais doente e tem pouca chance de virar rico. Quando aplicou a ideia de sele\u00e7\u00e3o natural aos seus resultados, ele concluiu que a melhor explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel era que os pobres s\u00e3o dotados de caracter\u00edsticas heredit\u00e1rias prejudiciais, como pouca sa\u00fade f\u00edsica e pouca intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Simples assim.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de, naqueles tempos e muitas vezes ainda hoje, os pobres viverem em bairros com pior saneamento e limpeza p\u00fablica, em casas com mais infiltra\u00e7\u00e3o e paredes mofadas, com menos acesso a comida e maiores graus de desnutri\u00e7\u00e3o, sem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ou a tratamentos m\u00e9dicos era, para ele, um detalhe que passou desapercebido.<\/p>\n\n\n\n<p>A culpa da pobreza para Galton era da natureza e n\u00e3o dos homens civilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pobreza herdada biologicamente que vinha acompanhada do detalhe de que a ideia de heran\u00e7a gen\u00e9tica naquele momento s\u00f3 existia de forma abstrata, porque ningu\u00e9m ainda sabia como a transmiss\u00e3o gen\u00e9tica era poss\u00edvel. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O importante para o nosso argumento aqui, no entanto, \u00e9 que o trabalho de Galton n\u00e3o era uma teoria da conspira\u00e7\u00e3o que transitava por algo equivalente a <em>deepweb<\/em>. A funda\u00e7\u00e3o da eugenia se deu a partir de levantamento de dados, an\u00e1lises estat\u00edsticas, publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e discuss\u00f5es em congressos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Darwin, diga-se de passagem, lhe rasgou elogios.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dos seus achados, Galton concluiu que regular os casamentos para que os mais \u201captos\u201d se casassem e procriassem entre si, ao inv\u00e9s de diluir seus tra\u00e7os positivos com seres humanos menos bem dotados, ou seja, pobres, era uma excelente ideia.&nbsp; N\u00e3o que ele precisasse fazer muito esfor\u00e7o, porque \u00e9 claro que os ricos j\u00e1 se casavam entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a eugenia n\u00e3o se restringiu ao controle de casamentos, que s\u00f3 poderia fazer alguns muito infelizes.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das ideias de Galton, muitos outros cientistas (e s\u00e3o muitos mesmos) resolveram enfiar o p\u00e9 no que eles julgavam ser um acelerador da sele\u00e7\u00e3o natural da nossa esp\u00e9cie. Esses cientistas eugenistas resolveram que n\u00e3o bastava garantir o casamento entre pessoas com caracter\u00edsticas desej\u00e1veis, eles tamb\u00e9m acharam, por bem, eliminar os indesejados.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que outros cientistas e pessoas de fora da ci\u00eancia perceberam cedo a cilada dos movimentos pr\u00f3 eugenia. Mas demorou para que essas vozes fossem majorit\u00e1rias e conseguissem conter as loucas fantasias de pureza racial. Congressos de eugenia ocorreram por toda Europa e pelas Am\u00e9ricas e o movimento s\u00f3 foi realmente contido ap\u00f3s a segunda guerra.&nbsp; E, claro, que ele n\u00e3o desapareceu. Mas essa \u00e9 outra hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Como foi poss\u00edvel que um erro t\u00e3o evidente quanto ignorar que a piores condi\u00e7\u00f5es de vida na pobreza adoecem as pessoas possa ter perdurado t\u00e3o firmemente por um s\u00e9culo?<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, provavelmente, foi o resultado do preconceito, racismo e colonialismo compartilhado entre muitos cientistas, que, naquela \u00e9poca, eram majoritariamente homens brancos europeus de classes abastadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas voltemos ao nosso assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos olhos de hoje, para alguns, Galton foi um cientista. Para outros, um cientista preconceituoso. E para outros ainda, um pseudocientista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi tudo isso e mais um pouco. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados que embasaram as conclus\u00f5es de Galton foram coletados com m\u00e9todos cient\u00edficos, assim como suas an\u00e1lises aplicaram a melhor matem\u00e1tica e estat\u00edstica da sua \u00e9poca. N\u00e3o foi \u00e0 toa que outros colegas, tamb\u00e9m cientistas, assinaram embaixo das conclus\u00f5es de Galton. Tudo parecia fazer muito sentido. Suas ideias eram muito racionais. Galton foi um cientista que criou uma pseudoci\u00eancia com base em uma interpreta\u00e7\u00e3o preconceituosa e racista dos seus resultados. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que ele tenha feito isso cientificamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o uso do binarismo ci\u00eancia e pseudoci\u00eancia n\u00e3o nos protege de disparates como esses. Um verdadeiro cientista pode fazer pseudoci\u00eancia assim como algo pode ser cient\u00edfico e ainda assim estar errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um exemplo de como a fantasia de que a ci\u00eancia \u00e9 uma empreitada exclusivamente racional e objetiva, que pode ser facilmente diferenciada de qualquer pseudoci\u00eancia, cren\u00e7a ou falsidade, cega os cientistas sobre os seus pr\u00f3prios preconceitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assumir que n\u00e3o existe objetividade sem subjetividade, que n\u00e3o existe racionalidade sem emo\u00e7\u00e3o, e que mesmo fatos incontest\u00e1veis podem ser usados para alimentar opini\u00f5es preconceituosas n\u00e3o \u00e9 um risco para a ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Admitir que os cientistas s\u00e3o humanos que tamb\u00e9m podem falhar e reproduzir preconceitos conscientes e inconscientes \u00e9 uma forma de proteger a ci\u00eancia de equ\u00edvocos como a eugenia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, claro, n\u00e3o quer dizer que a ci\u00eancia est\u00e1 sempre errada. Ela, inclusive, acerta bastante.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 achar que s\u00f3 porque \u00e9 ci\u00eancia est\u00e1 certo ou \u00e9 definitivo. Que s\u00f3 porque \u00e9 ci\u00eancia \u00e9 fato incontest\u00e1vel. Que s\u00f3 porque \u00e9 ci\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de opini\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de finalizar, deixo aqui alguns avisos:<\/p>\n\n\n\n<p>A terra \u00e9 redonda, o homem pisou na Lua em 1969, Elvis morreu (pelo menos fisicamente), as pessoas vacinadas desenvolvem vers\u00f5es mais brandas das doen\u00e7as infecciosas, n\u00e3o existe cura universal para todo tipo de c\u00e2ncer, \u00e9 imposs\u00edvel um ser humano viver para sempre, o aquecimento global existe e \u00e9 produto da atividade humana no planeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses fatos s\u00e3o incontest\u00e1veis, sendo cient\u00edficos ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a consci\u00eancia do papel da subjetividade na ci\u00eancia nos traz n\u00e3o \u00e9 um relativismo absoluto no qual qualquer coisa pode ser questionada. E no qual qualquer teoria tresloucada tem seu lugar ao sol. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que a consci\u00eancia do papel da subjetividade na ci\u00eancia nos traz \u00e9 a capacidade de conversar com os cientistas sem assumir que eles sabem tudo e que todo o resto da humanidade n\u00e3o sabe nada.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste texto, eu conto a hist\u00f3ria da eugenia, um movimento com bases tidas, por muito tempo e por muitos cientistas conceituados, como cient\u00edficas. At\u00e9 serem finalmente desbancadas como pseudoci\u00eancia&#8230;<br \/>\nA eugenia, para quem n\u00e3o sabe, pregava que seria poss\u00edvel \u201cmelhorar\u201d a ra\u00e7a humana controlando a reprodu\u00e7\u00e3o e eliminando os humanos menos \u201captos\u201d.  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